quarta-feira, 22 de abril de 2020

O Deus que é Pai





“Pois não recebestes o espírito de escravidão para outra vez estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba Pai”. (Romanos 8:15)

         O apóstolo Paulo conhecia a Deus verdadeiramente, sabia que todo aquele que tinha a Jesus Cristo como Senhor e Salvador era filho de Deus. O Profeta Isaías, no capítulo 64, versículo 8, também expressou de forma inspirada a paternidade de Deus: “Mas agora, ó Senhor, tu és o nosso Pai. Nós somos o barro, tu és o nosso oleiro; somos todos obra de suas mãos.”
         O nosso Deus é o perfeito Pai. Sua paternidade descreve a mais estreita relação de amor, comunhão e cuidado. É um Pai que não nos abandona, está sempre presente e que tem um amor infinito. No evangelho de Mateus 7:11 Jesus disse: “Ora, se vós, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?”.
         Deus é o Pai a quem temos livre acesso. Em Efésios 2:18 diz: “porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito.” Ele não é um Pai distante, podemos contemplá-lo de perto, ter intimidade com Ele, auscultar seu coração.
         Neste dia em que o Senhor fez, vamos adorar e exaltar ao Deus que tem cuidado de nossas vidas, e mesmo estando mortos por causa do nosso pecado, nos trouxe vida por meio do seu filho Jesus.
         Desfrutemos da presença de Deus Pai em nossas vidas! Vamos ouvir sua voz, confiar nEle, descansar em seus braços.

Deserto, um lugar de crescimento


“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto”. Lucas 4:1

    Vivemos num tempo em que, para muitos, a prova de que temos sucesso é não ter problemas, dificuldades e é estar longe do deserto. Este tipo de pensamento não é só divulgado no meio secular, mas infelizmente em algumas instituições ditas cristãs.
   Em nossa caminhada pastoral temos visto muitas pessoas que estão passando por situações difíceis por não observar e nem viver os ensinamentos da Palavra de Deus. Mas também é certo que temos encontrado pessoas que buscam ter uma vida de comunhão com o Senhor, buscam ter uma vida na plenitude do Espírito Santo, mas que também passam por situações de dificuldade na família, doença ou outras situações. Estão no deserto!
   O texto bíblico citado nos mostra que Jesus, mesmo cheio do Espírito Santo, foi guiado para o deserto para ser tentado pelo diabo. Mas será possível que podemos ser guiados para o deserto pelo próprio Espírito de Deus? Obviamente se aconteceu com Jesus, também conosco poderá acontecer.
   Deus, por meio da Palavra, nunca nos prometeu que não teríamos dificuldade. Penso que, em muitas ocasiões, Ele nos guia para situações onde somos tentados, provados em nossa fé para crescermos em experiência e convicção.
  Certa vez estive por 45 dias em um leito de hospital, e certamente foi um tempo de deserto que passei. Foi muitíssimo difícil para mim este deserto, mas em muitas ocasiões vi claramente o amor de Deus me fortalecendo por meio das orações dos irmãos e em momentos de solitude pude ouvir a voz do Senhor me consolando.
   Para o cristão o deserto ou sofrimento deve ser encarado como um momento de crescimento e aprendizado. Devemos sempre perguntar para Deus: “para que?” e não “porque?”.
   Creia nisto: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito” (Romanos 8:28).